🌐 COLETIVA DE IMPRENSA: RAIO DE LUZ
As coletivas de imprensa estão retornando ao nosso Portal. O retorno não poderia ser da melhor forma. Conversei com João Paulo Ritter, autor da nova novela da ONTV, Raio de Luz.
FELIPA LIMA: Retornamos com as coletivas de imprensa do nosso Portal. Hoje estamos aqui com João Paulo Ritter, o autor da nova novela da ONTV: Raio de Luz. Olá, Ritter. Tudo bem com você?
RITTER: Oi, estou ótimo, apesar dos dias cansativos e estou muito animado em voltar para divulgar mais uma história.
FELIPA LIMA: Essa sua nova trama mostra uma mudança na sua trajetória do MV. O que te fez ir para o público infantil?
RITTER: Bem, eu sempre gostei dessas tramas. Cresci assistindo Floribella, Chiquititas e etc. Fazia um tempo que eu queria fazer uma webnovela dentro desse universo, eu faço pensando em mim criança e não sei se vai chegar a alguma criança, mas a história vai seguir essa linha infantojuvenil.
FELIPA LIMA: Histórias de órfãos sempre têm um apelo emocional muito forte. Em Raio de Luz, você quer emocionar o público ou provocar uma reflexão sobre abandono e afeto?
RITTER: Eu estou me guiando muito no que os roteiros da Cris Morena passavam em Chiquititas. Tem história sobre abandono, sobre reencontro com a família, sobre amizade, sobre autodescoberta. Tem sim o que refletir, ainda mais depois da primeira fase da história, quando o orfanato de fato passa a existir.
FELIPA LIMA: Você cita abandono, reencontro familiar, amizade, autodescoberta… são temas muito clássicos do gênero infantojuvenil. O que Raio de Luz traz de diferente para que essa história não pareça só uma releitura?
RITTER: O que tem de diferente é que, apesar de ser uma homenagem, Raio de Luz ainda traz a minha escrita. Sou eu escrevendo, é a minha mente trabalhando, então, vão haver histórias que seriam lidas em qualquer webnovela minha. Claro que, algumas histórias, de uma maneira mais didática e é até mais leve por se tratar de uma trama jovial.
FELIPA LIMA: Quando um autor escreve para jovens, muitas vezes precisa simplificar conflitos. Você sentiu que teve que se podar em algum momento da escrita?
RITTER: Para mim não foi difícil dosar esse tom porque eu já faço muito isso em Caminho Único. A diferença é que em Raio de Luz a maioria dos personagens são pré adolescentes e crianças, então, é só diminuir mais um pouco. Tem que ter uma linguagem mais acessível, com certeza. Apesar de não ser um produto para o audiovisual, ainda precisa ser polido.
FELIPA LIMA: A polidez precisa existir em qualquer produção, qualquer trabalho. Bom, agora sobre a narrativa: Maria acredita que o casarão é o antigo Cantinho de Luz. Essa crença dela é inocência infantil ou existe algo na história daquele lugar que realmente justifique essa intuição?
RITTER: É um pouco das duas coisas. Eu uso como base para o cenário o orfanato da versão de 2013 de Chiquititas, eu cito a família Almeida Campos, então, de certa forma a personagem Bruna está certa quando ela pensa que o casarão antigo é o Cantinho de Luz, pelo menos aquele lugar chegou a ser o Orfanato Raio de Luz.
FELIPA LIMA: Cada uma das crianças — Lucas, Bruna, Júlio, Fran e Batista — tem uma história própria de abandono. Você trabalhou esses passados individualmente ou o foco maior é na dinâmica entre eles?
RITTER: As crianças do orfanato vão ter suas histórias individuais mostradas ao longo da história, mas no começo o foco maior vai ser a dinâmica entre eles. Em algum momento, não vou dizer quando, vou começar a trabalhar o passado de cada um. Até porque, diferente de Chiquititas, a ideia é que Raio de Luz não tenha continuação.
FELIPA LIMA: Se você tivesse que resumir o conflito central de Raio de Luz em uma frase, ele seria sobre herança, sobre família ou sobre redenção?
RITTER: Se eu resumisse a história de Raio de Luz em uma frase seria "Uma mentira pode mudar o destino e a vida de uma pessoa, mas a vida pode reorganizar tudo".
FELIPA LIMA: Ao longo da novela, o foco vai continuar nas crianças ou os adultos acabam ganhando mais protagonismo?
RITTER: Os adultos da novela tem foco praticamente em todo capítulo, a história deles é mais linear do que o núcleo Infantil. As crianças vão ter momentos em que um personagem vai ter mais foco. Os personagens adultos, principalmente a Luz, o Roberto, Pierre e Úrsula, eles vão levar a história pra frente. O orfanato acontece por causa deles, o passado das crianças se mostra por causa deles, então, eles vão ter foco em todos os capítulos.
FELIPA LIMA: E para encerrar, qual mensagem você deseja passar para os leitores da nova trama?
RITTER: Eu quero que os leitores de Raio de Luz, os que forem já adultos pelo menos, consigam se reconectar com sua infância e vejam o mundo com mais cor.
FELIPA LIMA: Obrigado, João!
RITTER: Eu que agradeço pelo espaço
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